segunda-feira, 23 de maio de 2011

dois pontos = ...

Primeiro ponto:  

Carta do Movimento Liberal Conservador

Caros cidadãos de Bem!

Cristãos; conservadores; amigos do livre mercado e das liberdades individuais:

A melhor forma de ser burro é quando se finge ter tudo sobre controle! Quando não se ouve o apelo de quem tenta lhe alertar humildemente, sendo presunçoso diante da realidade em se aprofundar no assunto que nega de antemão (lembrando que o caminho para pecar contra o Espírito Santo, o pecado imperdoável segundo a Bíblia, é a presunção).

O Brasil está sendo vítima há 20 anos de todo tipo de intervenção, ingerência e manipulação internacional. Não achem que me refiro a questões econômicas, que normalmente estão ainda mais cercadas de mistificações e interesses de propaganda partidária. Aviso dos lobbies enormemente poderosos voltados para implantação de leis do Projeto Globalista (quem quiser latir as palavras "teoria da conspiração" que o faça, mas depois aguenta o gosto amargo na boca prostituída de jumento presunçoso e pseudo-homem covarde e também a condenação que merece).

Enquanto na Argentina 200 mil pessoas foram às ruas da capital para protestar contra a implantação (forçada pelo lobby gay riquíssimo financiamento europeu e americano); no Brasil, casamento gay teve pseudo-intelectuais do STF, arrogantes a sábio, pisaram na constituição do Brasil e autoritariamente impuseram uma LEI CONSTITUCIONAL para implantar a mesma coisa! E pior! Aqui ninguém fez absolutamente nada! Mas isso é só um pequeno começo de coisas muito piores!

Jamais nesse país se propôs um conjunto de leis tão próximas do NAZISMO. Quanto o projeto de Dilma chamado de PNDH-3, dito Plano Nacional de Direitos Humanos (também conhecido por Projeto Nazista de Depravação Humana). Esse plano, todo ele é plataforma de fundações e ONGs financiadas com dinheiro europeu e americano, visando manipular os países que eles chamam segundo e terceiro mundo, traz várias manobras contra a família, contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de imprensa, contra a vida, contra a propriedade privada legítima, absurdos para privilegiar até travestis (leia o projeto original distribuído pelo governo e confirme), leis de exceção anti-heterossexual, etc.
Querem também proibir os brasileiros de expressarem a sua visão bíblica, cristã ou natural sobre a sexualidade, é o que se pode chamar de teofobia (medo de Deus) ou bibliofobia (medo da Bíblia). A GRANDE ABORTISTA e 'senadora' Marta SUPLÍCIO tentou aprovar uma lei para que aqueles que professem outra religião que não a sua, o GAYSLÃ, possam falar sobre sua visão de sexualidade dentro de templos religiosos, mas não a partir da calçada ou qualquer outro lugar. Só nos países do FACISMO-ISLÂMICO que têm leis desse tipo. Apesar disso, podemos também dizer que além do Islã, o nazismo e o stalinismo (que juntos mataram 50 milhões de inocentes) também chegaram a propor e praticar leis similares. A mera proposição de uma coisa dessas é um insulto poucas vezes feito contra nosso povo.

Após passar três semanas usanto a estrutura e dados sigilosos dos alunos para divulgar um encontro não-acadêmico (com perguntas e debate proibido), voltado apenas para difundir o PNDH-3, estará em Natal nesta sexta-feira, 20 de maio, 15h, a ministra Maria do Rosário. 

Segundo ponto:

Conferência/debate: A ministra Maria do Rosário da Secretaria de Direitos Humanos Federal 
fala sobre os desafios na implementação do terceiro Projeto Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) 

Uma simples frase proferida pela ministra resumiu tudo o que eu gostaria de dizer ao Movimento Liberal Conservador e seu nome ambíguo. "Eu tenho religião, sim. Só não sou fundamentalista".


Perguntinhas para finalizar:
1) O fato de reivindicação de DIREITOS HUMANOS essenciais IGUAIS  para todos os seres humanos (que pagam impostos governamentais) é agora, pois, a inserção de um plano pró-nazismo?
2) É justo que determinadas religiões insistam em se impor superiores a outras?


De novo aquele assunto que estamos cansados de ouvir: o Estado é laico e blábláblá, mas é a pura verdade. Um Estado DEVE preservar a liberdade religiosa e de expressão de TODOS os seres humanos que nesse vive. Isso inclui TODAS as religiões. Protestantes, católicos, seguidores da doutrina do espiritismo, adeptos de religiões afro-descendentes, hinduístas, judeus, budistas e até simpatizantes do Deus sol, lua, terra, Marte e Júpiter, TODOS têm o direito de exercer livremente a suas crenças, e até as suas não crenças, no caso dos ateus.


Não é justo que determinada parcela reivindique direitos que já são acessíveis. Alguns julgam futura repressão religiosa mas o que esses fazem no presente? REPRIMEM a liberdade de expressão de outros seres HUMANOS.É isso gente, HUMANOS porque travesti, transsexual, homossexual, bissexual, prostitutas, jogadores de futebol e, inclusive, Micarla é SER-HUMANO (desconsidere esse último exemplo, ela é uma borboleta, rs).



Mas gente, o que que esse grupo pretendia quando invadiu uma Conferência Nacional para falar um monte de coisas sem sentido como essas? Primeiro, porque eles desconhecem a diferença entre União Estável e Casamento Gay. Segundo, porque eles esqueceram de citar que um dos fatores principais do Nazismo foi o Arianismo (o sentimento de superioridade da raça ariana), algo parecido com o sentimento que eles estão tentando exercer agora. E terceiro, venho lembrar que a Bíblia foi escrita por HOMENS dentro de um contexto histórico de NECESSIDADE, não é um livro enviado por Deus do que PODE ou NÃO PODE ser feito. Eu respeitarei esse blablabla de Deus criou o homem para a mulher e vice-versa no dia em que esse alguém questionador seguir ao pé da letra TUDO o que está escrito na Bíblia (seguir já é pedir o bastante visto que ninguém em sã consciência venderia sua filha como escrava, amputaria a mão da sua mulher ou usaria somente um tipo de tecido simultaneamente).


Tudo é questão de crença, pessoal. Concordo com quem diz que religião é um acidente geográfico... depende de onde você nasceu. Todo ser é livre para escolher o que quiser, mesmo que essa escolha seja a repressão individual. O que você não tem o mínimo direito é de causar uma repressão social. Falando em termos protestantes, como é mesmo? Ah, é isso! VOCÊ NÃO É DEUS.

Ps.: Onde assino para frequentar o Gayslã? Se eu fundar uma Igreja, poderei deixar também de pagar alguns impostos?


...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

dormiu e acordou ou acordou e dormiu ou/e vice-versa.

Em pé, penteava o cabelo e preparava-se para dormir. Ritual: três penteadas para a esquerda, uma para a direita. Olhou-se no espelho, fitou seus próprios olhos, pupilas dilatadas no claro, cílios crescidos, assustou-se! Haveria de parar com aqueles filmes de terror morte drogas prostituição sangue. Em especial um, desde que o vira evitava mirar-se no espelho.

Deitado, percebera que alguém apagou a única fresta de luz restante, PUTA QUE PARIU ninguém avisou que ele odiava escuro?

Em pé, levantara para acender a luz e percebera: alguém a acendeu novamente. Deitado, olhou para a porta  à procura esperançosa da  fresta que sempre ficava a olhar antes de dormir mas alguém a apagou novamente. Em pé, PUTA QUE PARIU tem alguém aqui. Deitado, isso é a realidade ou fantasia? Em pé, ouvia vozes 'você tem medo de escuro?' Deitado, PUTA QUE PARIU PUTA QUE PARIU PU-TA QUE PA-RIU não tem ninguém aqui não ouço nada é só um pesadelo mas por que não consigo acordar por que por que por que? Em pé, eu preciso acender a luz. Deitado, sentiu um hálito risonho a 75 milímetros: você tem realmente medo de escuro? Deitado, onde está a luz? Deitado, não consigo acordar. Deitado, olhou para porta não havia fresta nenhuma. Em pé, acendeu a luz, continuou no escuro. Deitado, sentiu a presença de uma mão sobre o seu ombro direito. Deitado, uma outra mão sobre o ombro esquerdo. Deitado, sentiu que alguém o balançava ao mesmo tempo que ria ao mesmo tempo em que dizia você tem medo de escuro ao mesmo tempo em que desligava todas as luzes do mundo ao mesmo tempo em que respirava próximo ao seu nariz ao mesmo tempo que Deitado, abriu os olhos olhou para a porta: a fresta estava lá.
Não é um texto bonito, é um texto confuso, mesmo.
Não é sobre a nossa vida, é sobre os nossos pesadelos, mesmo.


sábado, 14 de maio de 2011

Jornal Impresso: Fim ou Recomeço?

Sábado, oito horas da manhã. Coloco os pés no chão e dou início àquele ritual matutino cotidiano que fazemos durante as manhãs: banho, escovar os dentes, beber água e café, e, ler o jornal. Ler o jornal?!

“Utópico!” Esse é o adjetivo descrito pelo Seu Didi, o meu nobre vizinho aposentado, quando o pergunto sobre a afirmação de que jovens de vinte anos ainda lêem jornal impresso à mão, tocando e amassando o papel, passando páginas com as pontas dos dedos molhadas pela língua. “Ao menos que sejam obrigados a isso em consultórios médicos, por exemplo.” complementa o meu compartilhador preferido de muros. Mas será que o Seu Didi está realmente correto? É verdade que os jovens desprezam, cada vez mais, as laudas pedidas e os números de caracteres contados do jornal impresso? Já podemos encomendar o velório e queimar qualquer vestígio de representantes da classe que moram esquecidos embaixo das nossas camas?

UMA BREVE IMPRESSÃO DO IMPRESSO
“Sem as notícias o homem se sentiria infinitamente diminuído”, essa frase escrita pelo historiador Pierre Sardella evidencia a necessidade humana de manter-se informado sobre o que lhe cerca e, dessa forma, sentir-se menos vazio. Foi em um contexto aproximadamente igualitário de necessidade de receber e difundir informações que o alemão Johanes Gutenberg criou a prensa de tipos móveis, no século XV. Sua utilização a priori, não diferente de outras invenções, foi religiosa e, somente, no século XVII as primeiras páginas de caráter noticioso regulares deram as caras pela Europa. Segundo evidências, o primeiro jornal semanal surgiu em 1607, na cidade de Amsterdã, e, nesse âmbito, a prensa de Gutenberg tornou-se um instrumento eficaz no aumento da rapidez/quantidade de leitores que passariam a ter acesso às paginas prensadas. Por outro lado, a forte influência do poder político sobre a imprensa não data de agora, desde o primeiro jornal páginas de caráter contrário às autoridades em questão eram censuradas. Isso se intensificou ainda mais com o surgimento da indústria jornalística, no século XIX.
No Brasil, os primeiros materiais tipográficos datam de 1808 com a chegada da família real naquele contexto fuga de Portugal para o Brasil. Historiadores divergem quanto ao motivo do atraso da chegada da Imprensa Brasileira. O fato é, seja por motivos opressores ou por motivos sócio-culturais (ausência de universidades, analfabetismo, atraso populacional), a publicação do primeiro jornal o Correio Braziliense no mesmo ano, que circulava pelo Brasil mas era impresso em Londres, já começava a cumprir o papel jornalístico: incomodar as autoridades. De caráter revolucionário e abolicionista, esse passou a desagradar profundamente os interesses portugueses.

O DESTINO DO IMPRESSO
Novos meios de comunicar-se aparecem. Inseridos em processos complexos de transmissão da mensagem, como a TV, ou simplesmente em contextos simples e antiquados, como o media-bus. Os âmbitos midiáticos podem evidenciar divergências, porém, em um ponto comum esses concordam: o surgimento de uma nova mídia não, necessariamente, exclui outros meios de comunicação, esse é o ponto convergente.
Convergente porque possibilita, e por vezes obriga, uma reinvenção midiática. Veja bem, após a criação da TV muito se conspirou sobre o fim do rádio, mas por fim a criação daquela não extinguiu esse. Ainda hoje, conservamos o costume de ligar o rádio no carro, e, não somente, ele reinventou-se inteligentemente: foram criados programas dinâmicos voltados para atrair o público jovem, promoções diversas, vinhetas interessantíssimas, além de diversas rádios online.

“Ainda há espaço para o jornalismo impresso, desde que ele se modernize. Não dá mais para tratá-lo hoje como se fosse antigamente. É preciso que o jornal encontre o seu foco dentro dessa era digital”, diz o Diretor de Redação do Novo Jornal, Carlos Magno. Ou seja, o impresso não é uma mídia em decadência, é uma mídia em transição.
“O que fracassou não foi o papel propriamente dito. O jornalismo arcaico, esse sim, já se tornou obsoleto há tempos”, complementa Cassiano Arruda, Editor Chefe do Novo Jornal. Para manter-se, o impresso precisa encarar a era digital e seus blogs, redes sociais, portais não como inimigos sedentos para roubar leitores, mas sim “como aliados no processo da comunicação/interação para com o público”. Assim, as pessoas podem estabelecer uma leitura dinâmica online em um primeiro momento e aprofundar-se no tema através do jornalismo opinativo existente no impresso.

Nesse processo, três fatores precisam ser considerados: o acirramento da concorrência, a mudança nos hábitos de leitura e a inovação tecnológica. Levando em conta esses tópicos; produzindo matérias cada vez mais aprofundadas, criativas e literárias, acompanhando o processo de transformação social e aliando-se a tecnologias, o impresso pode e poderá, sim, continuar a ser vendido na banca mais próxima.

terça-feira, 3 de maio de 2011

sop(r)a vida

Coloca um pouco de sal, de pimenta e de a g r es são, por favor, preciso de um tempero a r d e n t e ! Quebra no a r (um) d e n t e! Rápido, por favor, eu quero algo a g r e, quero algo s ã o, chega de a l g od ã o. Mude a música no momento em que escrevo de olhos fechados para não ver o que me s o s s e g a ... s o u  c e g a, pois. Pois quase por um lado é um quase pelo outro, esqueceram? 

Vou pensar assim antes de dormir, quem sabe não acordo com uns v e r s o s prontos? V e r   s ó s pelo um ão de coisas pequenas, um vão de coisas amenas para ver antes. D e z  c o n t a m  o que eu sou, d e s c o n t a  o que eu tei, quem sabe assim você larga essa merda e para com essa porra de   s e r   t ã o   i n h a,    s e r t ã o   l i n h a   o que me deves: hectares enormes de solos inférteis, um bezerro faminto, pastos de pedras, uma panela pendurada na parede, pare de  s e r   t ã o   i n h a,     s e r t ã o   l i n h a   o que me deves: uma carroça velha, três crianças com esquistossomose, um beijo perdido de boa noite! Boa noite!

eu pensei que aos vinte anos seria a mais independente das pessoas, jogaria todas as minhas roupas no lixo e compraria outras tantas novas. todo esse processo aconteceria no intervalo de dezenove anos trezentos e sessenta e quatro dias vinte e três horas ciquenta e nove minutos para o minuto posterior. desconsidere a mensagem anterior em caso de ano bissexto.

Palavras velhas reunidas,
Posso dizê-las, publicamente, um dia?
Doce engano,
Foi-se mais de um ano
E eu ainda não sou nada daquilo que me pertenceria.

Um velho cantou algo que eu não poderia,
Vá lá, eu nem tentaria.

joão guarabira

video

segunda-feira, 2 de maio de 2011

eu abortei


Joguei para fora aquele ser desprezível que crescia dentro de mim há meses. Puxei para fora a cabeça, ou o projeto disso, com um fórceps. Usei toda a força desconhecida dentro de mim. 
Eu abortei! Dormi, na sala, com o diabo e acordei com os anjos. Extingui o cordão umbilical que me ligava àquele feijão apodrecido e não aprovado na catação. Explodi com dinamites todos os seus órgãos, recortei os trinta por cento restantes do único órgão restante, o pulmão, e colei na parede do meu quarto, em frente à cama de dormir. Todos os dias mostro orgulhoso a quem por esta porta entrar o tamanho do meu orgulho e do meu sorriso. Quero que o mundo saiba que   e u   a b o r t e i, abortei e não me arrependo, abortei e o faria de novo, por diversas vezes e o quanto fosse necessário, abortei e não nego! Não sou do tipo que me nego a fazer o que me é necessário. Quantos mes em uma única frase, egoísta?. 
Já no primeiro mês de vida eu já sabia: bebê, eu te abortaria! Mas deixei por vir, deixei ir para te ver crescer, te deixei vir para te ver sofrer, egoísta?. Meu ego é ísta do tipo que usa algo, por que não te disseram? Todos por essas bandas são convictos mas é mesmo, bebê, você não haveria de saber antes de nascer. Te deixei crescer até a trigésima - nona semana da gestação mas não, não permiti que você nascesse e, agora, não há a mínima possibilidade de tal. 
Está morto o bebê e fiz questão: nada de velórios ou enterros, cremei! Nada de epitáfios ou memórias póstumas, esses são os últimos versos. Aproveita então, bebê ou memória desse, se (de)leite com as doces palavras que te descasco agora. Mame cada letra de cada sílaba de cada palavra de cada frase e parafraseie isto: sem mamadeiras, sem velas, no escuro, sem choros durante as madrugadas. 

Está escrito e decidido: EU ABORTEI VOCÊ, BABY!